IGREJA PRESBITERIANA FILADÉLFIA

IGREJA PRESBITERIANA FILADÉLFIA

domingo, 4 de setembro de 2016

O CRESCIMENTO DA IGREJA PRESBITERIANA NA CORÉIA DO SUL





A Coréia o Sul é 82 vezes menor que o Brasil em extensão territorial e apenas 3 vezes menor em população. O país tem cerca de 99.000 Km 2 e 46 milhões de habitantes, dos quais, 30% são evangélicos. A Igreja Presbiteriana representa 75% dos evangélicos e possui 10 milhões de membros. Embora a Igreja Presbiteriana da Coréia seja 28 anos mais nova que a Igreja Presbiteriana do Brasil, ela é 20 vezes maior. Enquanto os presbiterianos do Brasil representem apenas 0,3% da população, na Coréia representam 22%. Só em Seul, capital da Coréia do Sul, uma cidade com 12 milhões de habitantes, há 10 mil igrejas presbiterianas. As principais denominações evangélicas da Coréia são:
1) Presbiteriana – 10.000.000 de membros
2) Metodista – 1.500.000 membros
3) Assembléia de Deus – 1.000.000 de membros
4) Batista – 500.000 membros
As principais causa do crescimento da igreja evangélica coreana são:
1) Uma Igreja que é Cabeça e Não Cauda
A igreja sempre esteve à frente nas grandes lutas e tensões sociais, determinando o rumo das mudanças mais importantes do país. Os crentes ocupam os principais postos estratégicos de liderança da nação. A Igreja, na verdade, é a esperança da nação.
2) Uma Igreja de Mártires
Deus sempre honrou o sangue dos mártires. Como dizia Tertuliano, ilustre pai da igreja: “o sangue dos mártires é o fermento da igreja”. A plantação da igreja na Coréia do Sul foi regada por muitas lágrimas e banhada por muito sangue. Centenas de crentes foram decapitados, estrangulados e mortos com requinte da mais perversa crueldade. Milhares de cristãos foram torturados por causa de sua fé, selando com seu sangue o testemunho do evangelho.
3) Uma Igreja com Vida Intensa de Oração
Não existe na Coréia do Sul, igreja evangélica sem reunião de oração de madrugada. Eles não acreditam em crescimento da igreja sem prática efetiva e intensa de oração. Os crentes afluem para o templo de madrugada para buscar a face de Deus, mesmo sobre o frio implacável de 20 graus negativos no inverno. Os pastores oram em média de 2 a 4 horas por dia. Oração é para eles prioridade fundamental e a causa precípua do crescimento da igreja.
4) Evangelismo Através de Grupos Familiares
A base da evangelização e da comunhão dos crentes são os grupos familiares. Para eles esse é o investimento estratégico mais importante para ganhar novas pessoas para Cristo e discipulá-los.
5) Grande Ênfase no Discipulado e Treinamento de Leigos
Estando na Coréia com um grupo de 80 pastores em abril de 97, visitamos igrejas de 6.000, 12.000, 18.000, 30.000, 55.000, 82.000, e 700.000 membros. Em todas elas vimos a forte ênfase no treinamento da liderança e no discipulado dos novos convertidos. A igreja, na verdade, é um exército em ação, onde cada crente exerce o seu ministério, conforme os dons que recebeu.
6) Grande Zelo Missionário
A igreja coreana investe pesado em missões. 25% dos pastores formados na Coréia do Sul estão se consagrando às missões. Há igrejas que investem 62% do seu orçamento em evangelização e missões. Em 1995, no Estádio Olímpico de Seul, 100.000 jovens coreanos consagraram-se para a obra missionária.
Cremos que a qualidade de vida dos crentes coreanos daságua num fenomenal crescente numérico. Qualidade gera quantidade. Quando a igreja anda com Deus, Deus a faz crescer. Creio que Igreja pujante, guerreira, ousada e viva da Coréia do Sul é um modelo digno de ser imitado por nós, se queremos ver aqui nestas plagas os mesmos resultados.
Reverendo Hernandes Dias Lopes (LPC)

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Mantendo a Fé numa Época de Incredulidade: A Igreja como a Minoria Moral

image from google


“A questão mais importante de nosso tempo”, propôs o historiador Will Durant, “não é o comunismo versus o individualismo, nem a Europa versus a América do Norte, nem o Oriente versus o Ocidente. É se os homens podem viver sem Deus”. Essa pergunta, conforme parece, será respondida em nosso próprio tempo.

Durante séculos a igreja cristã foi o centro da civilização ocidental. A cultura, o governo, as leis e a sociedade do Ocidente estavam alicerçados em princípios explicitamente cristãos. Preocupação com o indivíduo, compromisso com os direitos humanos e respeito pelo que é bom, belo e verdadeiro – tudo isso se desenvolveu de convicções cristãs e da influência do cristianismo.

Todas essas coisas, apressamo-nos a dizer, estão sob ataque. A própria noção do certo e do errado tem sido descartada por grandes setores da sociedade. Onde ela não é descartada, é frequentemente depreciada. Agindo à semelhança dos personagens de Alice no País das Maravilhas, os secularistas modernos declaram o errado como certo e o certo como errado.

O teólogo quacre D. Elton Trueblood descreveu a nossa sociedade como uma “civilização sem raízes”. Nossa cultura, ele argumentou, está cortada de suas raízes cristãs, como uma flor cortada de seu caule. Embora a flor mantenha a sua beleza por algum tempo, está destinada a murchar e morrer.

Quando esse teólogo falou tais palavras há mais de duas décadas, a flor podia ser vista com algumas cores e sinais de vida. Mas o botão perdeu há muito a sua vitalidade, e agora é o tempo em que as pétalas caídas devem ser reconhecidas.

“Quando Deus está morto”, asseverou Dostoievsky, “qualquer coisa é permissível”. Não podemos exagerar quanto à permissividade da sociedade moderna, mas tal permissividade tem sua origem no fato de que o homem e a mulher modernos agem como se Deus não existisse ou fosse incapaz de cumprir sua vontade.

A igreja cristã encontra-se agora diante de uma nova realidade. Ela já não representa a essência da cultura ocidental. Embora permaneçam focos de influência cristã, eles são exceções e não a regra. Na maior parte da cultura, a igreja foi substituída pelo domínio do secularismo.

Os jornais cotidianos apresentam um transbordamento constante de notícias que confirmam o estado atual de nossa sociedade. Esta época não é a primeira a contemplar horror e mal indescritíveis, mas é a primeira que nega qualquer base consistente que identifica o mal como mal e o bem como bem.

Em geral, a igreja fiel é tolerada como uma voz na arena pública, mas somente enquanto não tenta exercer qualquer influência confiável no estado das coisas. Se a igreja fala com veemência sobre um assunto do debate público, é censurada como coerciva e ultrapassada.

O que a igreja pensa a respeito de si mesma em face desta nova realidade? Durante os anos 1980, foi possível pensar em termos ambiciosos, como a vanguarda de uma maioria moral. Essa confiança foi seriamente abalada pelos acontecimentos da década passada.

Podemos detectar pouco progresso em direção ao restabelecimento de um centro de gravidade moral. Em vez disso, a cultura se moveu rapidamente em direção ao abandono completo de toda convicção moral.

A igreja professa tem de contentar-se agora em ser uma minoria moral, se o tempo assim o exige. A igreja não tem mais o direito de atender à chamada do alarme secular tendo em vista o revisionismo moral e posições politicamente corretas sobre as grandes questões do momento.

Não importa qual seja a questão, a igreja tem de falar como aquilo que ela realmente é: uma comunidade de pessoas caídas mas redimidas, que permanecem sob a autoridade de Deus. A preocupação da igreja não é conhecer a sua própria mente, e sim conhecer e seguir a mente de Deus. As convicções da igreja não devem emergir das cinzas de nossa sabedoria decaída, e sim da Palavra de Deus determinativa, que revela a sabedoria de Deus e os seus mandamentos.

A igreja tem de ser uma comunidade de caráter. O caráter produzido por um povo que vive sob a autoridade do soberano Deus do universo estará inevitavelmente em conflito com uma cultura de incredulidade.

A igreja está diante de uma nova situação. Este novo contexto é tão atual como o jornal matutino e tão antigo como as primeiras igrejas cristãs em Corinto, Éfeso, Laodicéia e Roma. A eternidade mostrará se a igreja está ou não disposta a submeter-se apenas à autoridade de Deus ou se ela renunciará sua chamada a fim de honrar deuses insignificantes.

A igreja precisa despertar para o seu status como minoridade moral e apegar-se firmemente ao evangelho, cuja pregação nos foi confiada. Ao fazer isso, as fontes profundas da verdade imutável revelarão a igreja como um oásis doador de vida em meio ao deserto moral de nossa sociedade.

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Autor: Albert Mohler Jr.
Fonte: Albert Mohler
Tradução: Wellington Ferreira

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

MICHAEL PHELPS CONTA COMO DEUS O AJUDOU A SE LIVRAR DO SUICÍDIO: “HÁ UM PODER MAIOR QUE EU”



Um amigo cristão e o livro “Uma Vida com Propósitos” foram algumas das ‘ferramentas’ usadas por Deus para tirar o campeão olímpico do que ele mesmo chamou de ‘fundo do poço’.

Nos dias atuais, o nadador Michael Phelps é citado como o atleta olímpico mais condecorado de todos os tempos, com 22 medalhas conquistadas, sendo 18 delas de ouro, em quatro Olimpíadas. Mas em setembro 2014, ele chegou a pensar em suicídio, segundo revelou a Revista norte-americana ‘ESPN’, em sua edição de 18 de julho.


“Eu era um trem desgovernado”, disse Phelps à ESPN. “Eu era como uma bomba-relógio, esperando para explodir. Eu não tinha auto-estima. Houve momentos em que eu não queria estar aqui. Aquilo não era bom. Eu me sentia perdido”.

Foi nessa mesma época que os jornais e sites publicaram uma foto sua consumindo drogas. Ele também havia sido preso duas vezes em 10 anos por dirigir alcoolizado – a última, em 30 de setembro de 2014, quando sua vida “chegou ao fundo do poço”.


Os dias que se seguiram foram vividos por Phelps, principalmente em seu quarto, em sua casa de Baltimore (EUA), pensando em suicídio.
Naquela época, Phelps disse que estava pensando: “Este é o fim da minha vida … Quantas vezes eu fiz besteiras? Talvez o mundo seria melhor sem mim”.

Phelps disse que se isolou, não comia, e quase não dormiu durante pelo menos uma semana, enquanto ele continuava mantendo a ideia de se matar.

Mas então seu amigo cristão, de longa data, o astro da Liga de Futebol Americano, Ray Lewis o ajudou sair daquela situação depressiva. Lewis chamou seu amigo Phelps e lhe disse: “Este é o momento em que lutamos. É o momento em que nosso verdadeiro caráter se mostra. Não desista. Se você desistir, todos nós perdemos”.

Lewis convenceu Phelps a procurar ajuda no ‘Meadows’, uma clínica de reabilitação comportamental, próximo de Phoenix.

Phelps atendeu o conselho de seu amigo e deu entrada na clínica de reabilitação, carregando um livro que ganhou de Lewis, “Uma Vida com Propósitos”, escrito pelo pastor Rick Warren.

Após sofrer com o sucídio do próprio filho, o pastor e escritor Rick Warren e sua esposa Kay, passaram a alertar a igreja sobre questões, como esquizofrenia e suicídio. (Foto: Saddleback)


Depois de ler o livro por alguns dias no Meadows, Phelps chamou Lewis para conversar.

“Cara, este livro é muito louco!”, exclamou o nadador. “A coisa que está acontecendo… oh meu Deus… meu cérebro, eu não posso agradecê-lo o suficiente. Estou ‘pirando’, cara. Você salvou a minha vida”.

Phelps disse à ESPN que o livro o ajudou a acreditar que há um poder maior que ele e que há um propósito para ele neste planeta.

O livro de Warren também convenceu Phelps se reconciliar com seu pai distante, Fred, que se divorciou de sua esposa, quando Phelps tinha apenas 9 anos de idade.

Quando pai e filho se viram pela primeira vez, depois de tantos anos de separação, eles se reconciliaram em um grande abraço.

Depois que ele saiu do Meadows em novembro de 2014, Phelps voltou a treinar para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Três meses depois, ele pediu à sua namorada de longa data, Nicole Johnson, para ser sua esposa. Em 5 de maio do ano passado, Nicole deu à luz Boomer Robert, seu primogênito com Phelps.

A lenda americana mostrou que ele ainda tem o que é preciso para ser um campeão em vários eventos, se mostrando o mais rápido nos 200m, 100m borboleta e 200m borboleta no Campeonato Norte-americano de 2015.

Enquanto ele estava comemorando seu 31º aniversário em 30 de junho, Phelps qualificou-se em três distâncias individuais e também se classificou para a equipe olímpica de natação dos Estados Unidos, nos jogos do Rio de Janeiro.

Phelps disse que os jogos do Rio 2016 serão sua quinta e última Olimpíada.

sábado, 16 de julho de 2016

ÍDOLOS DO CORAÇÃO E A VERDADEIRA ADORAÇÃO




Por Robson Fernandes

“Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm;todas são lícitas, mas nem todas edificam”

1 Coríntios 10:23

Edificação é um tema comum na Sagrada Escritura. Edificar significa construir, levantar, instituir, induzir à virtude, infundir sentimentos morais e religiosos em alguém. Com isso, a ideia do autor bíblico é a de que devemos buscar em todo o tempo as coisas que colaboram para o nosso crescimento e para a nossa solidificação espiritual.

Se para alguns a busca incessante pela edificação é o mesmo que radicalismo e exagero, para outros, não buscar essa edificação constantemente é secularização, mundanismo e relativização da Verdade. O fato é que os apóstolos e o próprio Jesus não se cansaram de buscar a edificação o tempo inteiro.

Esse era um dos principais problemas da igreja de Corinto, pois ela relativizava a verdade e não buscava a edificação o tempo todo. Aquela igreja permitiu que os costumes de uma sociedade caída e sua cultura contaminada pelo pecado penetrassem na igreja, e ao invés de influenciar a sociedade ela passou a ser influenciada. Para defender essa distorção alguns argumentam: “mas eu tenho o direito de relaxar”.

É verdade, todos necessitamos de descanso e férias, mas quem foi que disse que devemos descansar, relaxar ou tirar férias envoltos em uma ação pecaminosa? Ora, férias, por exemplo, existem para descansarmos do trabalho, e isso porque estamos cansados. Então, se tiramos férias de Deus, se negligenciamos os princípios da Sagrada Escritura em nosso descanso é porque estamos cansados de Deus? Estamos cansados dos princípios da Sagrada Escritura?
Precisamos entender urgentemente que se isso ocorre é porque existe algo de muito errado com nossa vida!

Isso ocorre, normalmente, quando os nossos interesses são maiores que os interesses de Deus. Ou seja, quando deixamos que ídolos sejam erguidos em nossos corações. Alguns desses ídolos são: hedonismo (busca pelo próprio prazer e fuga da dor), pragmatismo (a negação de princípios e valores desde que a prática funcione, a ação dê certo), relativismo (afirmação de que as verdades morais e religiosas, por exemplo, variam conforme a situação) e niilismo (não existe nada absoluto. Não há verdade moral nem escala de valores).

Esses ídolos se manifestam em forma de interesses pessoais, e nossos interesses pessoais terminam sendo maiores que os interesses de Deus. São eles: dinheiro, poder, fama, felicidade, sucesso, status, bem estar etc. Por isso a igreja de Corinto estava participando de festas mundanas que o apóstolo Paulo chama de sacrifício à demônios (1Co 10:20), associação com demônios (1Co 10:20), “cálice dos demônios” (1Co 10:21), “mesa dos demônios” (1Co 10:21). Por essas coisas, o apóstolo declara: “Ninguém busque o seu próprio interesse” (1Co 10:24). Ou seja, o apóstolo está dizendo em outras palavras a mesma coisa que o próprio Jesus Cristo já havia dito: “negue-se a si mesmo” (Mt 16:24; Mc 8:34; Lc 9:23).

E agora, o que você fará? Será possível achar que alguém pode buscando a Deus na igreja e ter comunhão com demônios fora dela? Será que alguém pode pensar que Deus permitirá que isso ocorra por muito tempo?

Pense nisso e decida a quem você deseja servir de fato para que não sejamos como a igreja de Corinto.

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sexta-feira, 17 de junho de 2016

AVIVAMENTO: PODER DO CÉU



Por Pr. Silas Figueira

INTRODUÇÃO

Texto Base Atos 2.1-41 

Um dos grandes questionamentos hoje é se o que ocorreu no dia de Pentecostes poderá ocorrer hoje. Para muitos teólogos tal ocorrido não acontecerá mais. Aliás, para alguns o termo avivamento é coisa do passado. No entanto, lemos outros teólogos de renome que pensam de forma bem diferente. Por exemplo, D. Martyn Lloyd-Jones diz que “realmente temos que parar de dizer que o que aconteceu no dia de Pentecostes aconteceu uma vez para sempre. Não foi assim; foi apenas o primeiro”. Com isso ele não está dizendo que haverá outro Pentecostes como ocorreu no início da Igreja, mas que o derramar do Espírito continua até hoje. Ele nos diz: “Pois bem, isso é o que ocorre em um avivamento. É Deus derramando do Seu Espírito, enchendo o Seu povo novamente. Não é o que lemos em Efésios 5.18, que é o mandamento para que “continuemos sendo cheios do Espírito” [...] Na verdade, como lhes mostrei, as Escrituras demonstram claramente o oposto: “Caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós no princípio”. Precisamos nos acautelar para que não apaguemos o Espírito em favor de teorias ou temores de certos grupos religiosos excêntricos”.


O teólogo Franklin Ferreira definiu avivamento assim: “Em uma definição simples, podemos afirmar que avivamento é Deus reanimando seu povo, renovando a aliança que estabeleceu com ele, tratando-o de forma familiar. Avivamento é a percepção e experiência – mais do que crença – de que Deus está presente em nosso meio e, por isso, algo diferente acontece entre nós”. 

Avivamento é algo sério, pois procede de Deus para Sua Igreja. Não devemos negligenciar esse mover dos céus sobre o Seu povo como se isso fosse algo de pouca monta.

O texto de Atos 2 é o cumprimento da promessa de Deus de que derramaria do Seu Espírito sobre toda carne. Não foi um acontecimento isolado que ocorreu no início da Igreja, mas esse mesmo poder do Espírito Santo encontra-se a nossa disposição hoje para nos tornar testemunhas mais eficazes de Cristo.

Se nós obsevarmos a história da Igreja veremos que os grandes avivamentos ocorreram em épocas de maiores crises na sociedade e em consequência da frieza espiritual da Igreja. Nos dias atuais, creio que necessitamos com urgência de um novo avivamento, pois a sociedade está perdida e a igreja sem rumo certo. Na igreja de hoje vemos de um lado uma quantidade enorme de líderes, em nome do Espírito Santo, pregando as maiores e absurdas heresias e, de outro lado, vários pastores tentando engessar e encaixotar o Espírito Santo em seus dogmas teológicos. Poucas são as igrejas que estão pregando um Evangelho equilibrado onde há teologia séria com o mover do Espírito Santo.
Concordo com Franklin Ferreira quando diz que “Deus manda pessoas e situações como instrumentos de juízo sobre nós, para que clamemos por avivamento”. Então esta é uma boa hora para começarmos a clamar, pois a coisa está indo de mal a pior em nosso país.

Entendendo o Pentecostes:

Pentecostes significa “quinquagésimo”, pois se refere a uma festa realizada cinquenta dias depois da Festa das Primícias (Lv 23.15-22). O calendário das celebrações de Israel em Levítico 23 é um esboço do ministério de Jesus Cristo. A Páscoa retrata sua morte como Cordeiro de Deus (Jo 1.29; 1C0 5.7), e a Festa das Primícias representa sua ressurreição dentre os mortos (1Co 15.20-23). Cinquenta dias depois da Festa das Primícias, observava-se a Festa de Pentecostes, que retrata a formação da Igreja. Em Pentecostes, os judeus comemoravam a entrega da Lei, mas os cristãos comemoram a dádiva do Espírito Santo à Igreja.

Mas dentro desse tema Avivamento o que podemos aprender com esse texto.

A PRIMEIRA LIÇÃO QUE EU APRENDO É QUE O AVIVAMENTO NÃO É PRODUZIDO PELO HOMEM.

O que muitos líderes chamam de avivamento o Senhor chama de heresia e histeria. Muitos pensam que estão avivados, mas estão longe do que o Senhor planejou para o Seu povo. Há nessas igrejas dois tipos de “avivamento”, o “avivamento falsificado” e o “avivamento fabricado ou produzido”, menos o verdadeiro avivamento. Vejamos:

1º - Há muitos líderes falsificando o avivamento. John MacArthur diz que “A partir da invenção das moedas gregas, por volta de 600 a.C., até a introdução do papel-moeda no século XIII na China, a falsificação sempre foi considerada um crime grave. Historicamente, era punível com a morte na maioria das vezes. Na América colonial, por exemplo, Benjamin Franklin imprimiu papel-moeda, que incluía o aviso ameaçador: “A falsificação é a morte”. Os anais da história inglesa relacionam as execuções de numerosos falsificadores, a maioria dos quais foram enforcados, e alguns queimados na estaca. Esse nível de punição pode soar cruel aos nossos ouvidos modernos, mas o crime de falsificação foi severamente punido por duas razões principais.

Primeiro, a lei a considerava como uma ameaça à estabilidade econômica do Estado e o bem-estar geral de todos os cidadãos. E em segundo lugar, em países como a Inglaterra, a emissão de moeda era considerada prerrogativa que pertencia apenas ao rei. Assim, a falsificação não era apenas um pequeno furto contra a pessoa enganada que recebeu a moeda falsa, era considerada como algo muito mais sério – um perigo para a sociedade em geral e uma traição subversiva contra a autoridade real.

Mas e quanto àqueles que falsificam a obra de Deus? O crime de falsificação de dinheiro torna-se insignificante em comparação com o ato traiçoeiro de falsificação do ministério do Espírito Santo. Se a impressão de moeda falsa é uma ameaça à sociedade, a promoção de experiências religiosas fraudulentas representa um perigo muito maior. E se a produção de moedas falsas constitui um ato de traição contra um governo humano, a pregação de um evangelho falso é uma ofensa infinitamente pior contra o Rei dos reis”.

A falsificação da obra de Deus é um crime contra o próprio Deus e no caso em questão será indesculpável quem tal coisa praticar. Mas a falta de temor e o desejo de encher as igrejas, muitos líderes tem feito tal coisa. Eles se esquecem de que as pessoas são muito mais do que números. Esses líderes se esquecem de que terão de prestar contas a Deus pelos seus atos (Mt 7.15, 21-23).

2º - Há muitos líderes “produzindo o avivamento”. Para Charles Finney, evangelista congregacional americano, nascido no século 19, o avivamento é algo que a comunidade pode produzir, desde que siga determinados passos.

Veja o que ele disse: “Na vida espiritual nada existe além das capacidades naturais; ela consiste totalmente no correto exercício dessas capacidades. É apenas isto e nada mais. Quando a humanidade se torna verdadeiramente religiosa, as pessoas são capacitadas a demonstrar esforços que eram incapazes de manifestar antes. Exercem apenas capacidades que tinham antes, e utilizavam de maneira errônea, e agora as empregam para a glória de Deus”. Deste modo, visto que o novo nascimento é um fenômeno natural, o mesmo ocorre ao avivamento: “Um avivamento não é um milagre, tampouco depende deste, em qualquer sentido; é simplesmente um resultado do filosófico da correta utilização dos meios estabelecidos, assim como qualquer outro resultado produzido pelo emprego destes meios”. A crença de que o novo nascimento e um avivamento dependem necessariamente da atividade divina era perniciosa para Finney. Ele disse:“Nenhuma doutrina é mais perigosa do que esta para o progresso da igreja, e nada pode ser mais absurdo”.

Isso nós temos visto hoje em muitos seguimentos da igreja. Todas estas igrejas que adotam métodos humanos para atrair e fazer a igreja crescer, dizendo que isso é um avivamento, são na verdade herdeiros de Charles Finney e de sua teologia sem Deus.

Nesses lugares há muito choro, mas não há arrependimento. Há muito pula pula, mas nenhum joelho no chão buscando a face do Senhor. Há muita gritaria, mas não vemos lamento pelo pecado. Há muita palha sendo pregada nos púlpitos e nenhum alimento sólido que alimenta as ovelhas. Há muita autoridade humana, mas nenhum temor a Deus.

SEGUNDA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE O AVIVAMENTO SE DÁ EM RESPOSTA AS ORAÇÕES DA IGREJA (At 2.1).

Citando mais uma vez Franklin Ferreira ele diz que “Avivamento é um poderoso derramamento do Espírito Santo sobre a igreja local, em resposta às orações dos cristãos...”. Os 120 discípulos estavam congregados no cenáculo em unânime e perseverante oração, quando de repente, o Espírito Santo foi derramado sobre eles.

1º - Com isso entendemos que a busca pelo avivamento se dá em unidade e oração perseverante (Até que do alto...). Durante dez dias aqueles discípulos estavam em perseverante oração esperando a promessa do Senhor de que derramaria sobre eles do Seu Espírito (Lc 24.49). Não queremos dizer com isso que o Espírito Santo não seria derramado no dia de Pentecostes se a igreja não estivesse orando, eu quero afirmar que o Senhor move a Sua Igreja para buscá-Lo em perseverante oração, pois há um fervor dado pelo próprio Espírito nos movendo para isso (Fl 2.13).

2º - A Bíblia nos ensina sobre a necessidade de orar por Avivamento. Há vários relatos bíblicos que nos impulsionam nessa direção. É o próprio Senhor que nos move a buscar de Sua face. Como disse Davi no Salmo 42.1,2: “Como suspira a corça pelas corentes das águas, assim por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo...”

Sede de Deus é a verdadeira busca por um avivamento para que a nossa alma sedenta seja saciada e os corações frios sejam aquecidos pelo fogo do Espírito.

Em 1891, aos treze anos de idade, Evan Roberts começou a ter fome e sede, e orar por duas coisas importantes: (1) para que Deus o enchesse com o Seu Espírito, e (2) para que Deus enviasse o reavivamento ao País de Gales. Roberts fez talvez o maior investimento no banco de oração de Deus a favor do reavivamento que o Senhor desejava enviar. E talvez fosse essa a razão de Deus ter começado a onda internacional de reavivamentos no País de Gales – através de Evan Roberts.

A oração é a chave que abre as portas e janelas do Céu sobre a igreja.

TERCEIRA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE NO AVIVAMENTO COISAS EXTRAORDINÁRIAS ACONTECEM (At 2.2-4).

Falar de avivamento é falar de coisas que fogem a normalidade da vida da igreja. É impossível ler nos relatos bíblicos e da história da Igreja onde houve avivamento não encontrar coisas extraordinárias acontecendo.

O teólogo Franklin Ferreira conta que “ninguém menos que Martyn Lloyd-Jones, talvez o maior pregador do século 20, conta que, em uma das vezes em que Jonathan Edwards regressava à casa, ao dirigir-se ao quarto de oração para deixar o casaco, ele encontrou a mulher como que flutuando acima da cama, em decorrência da ação do amor de Cristo sobre ela”.

Hernandes Dias Lopes diz que “O derramamento do Espírito Santo foi um fenômeno celestial. Não foi algo produzido, ensaiado, fabricado. Aconteceu algo verdadeiramente do céu. Foi incontestável e irresistível. Foi soberano, ninguém pôde produzi-lo. Foi eficaz, ninguém pôde desfazer os resultados. Foi definitivo, ele veio para ficar para sempre com a igreja”.

Observe que no dia de Pentecostes três fatos ocorreram.

1º - O Espírito Santo veio com um som como de um vento impetuoso (At 2.2). O vento foi uma forma de Deus se manifestar no Antigo Testamento. Deus falou com Jó num redemoinho (Jó 38.1; 40.6); um forte vento oriental abriu o caminho através do Mar Vermelho (Êx 14.21). Jesus também usou o vento para falar do Espírito Santo (Jo 3.8) e Ele soprou sobre os discípulos e lhes disse: “Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo” (Jo 20.21,22).

Quando o vento do Espírito sopra ninguém pode detê-lo. Como diz Hernandes Dias Lopes: “Os homens podem até medir a velocidade do vento, mas não podem mudar o seu curso. Como o vento, o Espírito também é misterioso; ninguém sabe donde vem nem para onde vai. Seu curso é livre e soberano. Deus não se submete à agenda dos homens nem se deixa domesticar”.

2º - O Espírito Santo veio em línguas como de fogo (At 2.3). Ao olharmos para o Antigo Testamento nós também veremos o Espírito Santo se manifestando através do fogo. Deus se manifestou na sarça em que o fogo não a consumia (Êx 3.2). Quando Salomão consagrou o templo ao Senhor, desceu fogo do céu (2Cr 7.1). No Carmelo, Elias orou, e fogo desceu (1Rs 18.38,39). A aparição do Senhor no Monte Sinai depois que o povo de Israel aceitou o Antigo Pacto (Êx 19.18).

Aqui no Pentecostes não foi diferente, o Senhor se manifestou através do fogo.
3º - O Espírito Santo os levou a falar em outras línguas - idiomas (At 2.4). Duas coisas são necessárias destacar: 1º - aqui não está se falando em dom de línguas como alguns pentecostais dizem; e 2º - também não é nem um dom especial para falar línguas estrangeiras como alguns tradicionais também costumam dizer.

Esse falar em línguas inteligíveis foi algo sobrenatural, mostrando o oposto do que houve em Babel. Em Babel as línguas eram ininteligíveis e houve dispersão; já no Pentecostes não foi necessário interpretação e houve ajuntamento. Observe o versículo 11b, eles falavam em idiomas das pessoas de várias nacionalidades que se encontravam ali. Eles falavam das grandezas de Deus, não das grandezas dos homens.

Hernandes Dias Lopes diz que “A glossolalia de Atos 2 foi um fenômeno tanto de fala como de audição. Não foram sons incoerentes, mas uma habilidade sobrenatural para falar em línguas reconhecíveis. Assim, a expressão outras línguas poderia ser traduzida por “línguas diferentes da língua materna”. Os discípulos falaram línguas que não haviam aprendido. O termo grego traduzido por língua em Atos 2.6 e 8 é dialektos e refere-se à linguagem ou dialeto de um país ou região. 
        
Com a vinda do Espírito Santo duas coisas não seriam mais as mesmas: 1 – o Espírito passaria a habitar nas pessoas, não apenas vir sobre elas; e 2 – sua presença seria permanente, não apenas temporária (Jo 14.16,17).

EM QUARTO LUGAR O AVIVAMENTO GERA INTREPIDEZ NA PREGAÇÃO (At 2.14-41).

Avivamento que gera euforia somente não é avivamento. Avivamento gera intrepidez na mensagem pregada. O milagre das línguas atraíram as multidões, mas o que gera vida é a pregação da Palavra. A fé gera o milagre, mas o milagre não gera fé.

Pedro se levanta com intrepidez e inicia o seu sermão mostrando que o que estava acontecendo não era embriaguez, mas um cumprimento profético.

 A pregação deve ser com entendimento (Lc 24.45). O texto de Lucas nos diz que o Senhor lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras. É o inverso do diabo que cega o entendimento (2Co 4.4). É o Espírito Santo que nos dá esse entendimento, pois a Palavra é inspirada por Ele. Sem o Espírito Santo as pessoas podem conhecer a Bíblia, mas não podem compreendê-la. Como nos diz o apóstolo Paulo em 1Co 2.12-16:

“Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo”.

Por isso Pedro começa o seu sermão citando o profeta Joel com conhecimento revelado pelo Espírito Santo. Este profeta havia profetizado que o Espírito Santo seria derramado sobre toda a carne, e isso em termos qualitativos, e não em termos quantitativos.

Pedro mostra que esta profecia estava se cumprindo naquela manhã.

2º - A pregação de Pedro foi uma pregação cristocêntrica na sua essência. A mensagem de Pedro mostrou a verdade a cerca de Jesus e Seu ministério. Uma das coisas que mais temos visto hoje em dia em muitos púlpitos é que o Senhor Jesus tem sito negligenciado em Sua obra. Fala-se em prosperidade (usando textos do VT), cura, libertação, vitória; mas não se fala de cruz, renúncia, arrependimento. Pecado então passa longe desses púlpitos, pois falar de pecado ofende os ouvintes.

Hernandes Dias Lopes nos diz que Pedro abordou cinco pontos em seu sermão:

1 – A vida de Cristo (2.22); 2 – A morte de Cristo (2.23); 3 – A ressurreição de Cristo (2.24-32); 4 – A exaltação de Cristo (2.33-35) e por fim, 5 – O senhorio de Cristo (2.36).

Quanta diferença para os dias de hoje!

3º - A pregação tem que ser eficaz em seu propósito (At 2.37-41). O Espírito Santo usou a mensagem de Pedro para tocar o coração dos ouvintes. Isso é avivamento. Avivamento é a Palavra sendo pregada com intrepidez e tendo uma resposta positiva a esta mensagem. São vidas sendo salvas por compreenderem que estão perdidas.

A mensagem de Pedro foi dura aos ouvidos da multidão, mas eles estenderam que precisavam tomar uma decisão com urgência. Hoje, há pouca convicção de pecado na igreja. Há pessoas insensíveis demais, com os olhos enxutos demais e o coração duro demais.

Em um avivamento as pessoas reconhecem que são pecadoras e buscam o perdão do Senhor. Isso ocorreu no país de Gales em 1904. O avivamento de Gales foi um dos mais impressionantes mover de Deus de todos os tempos. Em poucos meses de avivamento, um país inteiro foi transformado, mais de cem mil pessoas aceitaram o Senhor Jesus como seu Senhor e Salvador, e a notícia foi espalhada ao redor do mundo.

O avivamento começou em outubro de 1904 na pequena cidade de Loughor, com Evan Roberts, um jovem de 26 anos. Evan Roberts tinha acabado de começar a cursar o seminário quando teve uma visão na qual Deus o chamava para voltar à sua pequena cidade e pregar para os jovens da sua igreja. Roberts já tivera outras experiências com Deus e estava convencido que Ele estava prestes a derramar um poderoso avivamento sobre o país de Gales. Mesmo assim, podemos imaginar que não foi fácil para ele voltar para casa depois de apenas quinze dias no seminário. Mas, na noite de domingo, 30 de outubro de 1904, durante o culto, Roberts teve uma visão dos seus amigos de infância e entendia que Deus estava falando para ele voltar para casa e evangeliza-los.

No dia seguinte Evan Roberts reuniu os jovens da igreja e começou a passar a sua visão para o avivamento. Ele ensinou que o povo orasse uma oração simples: "Envia o Espírito Santo agora, em nome de Jesus Cristo". Roberts também enfatizou quatro pontos fundamentais para o avivamento:

A confissão aberta de qualquer pecado não confessado.
O abandono de qualquer ato duvidoso.
A necessidade de obedecer prontamente tudo que o Espírito Santo ordenasse.
A confissão de Cristo abertamente.

O avivamento no país de Gales durou apenas nove meses, porém neste tempo marcou o mundo. Os frutos, os resultados do avivamento, foram bons: uma pesquisa feita seis anos depois do avivamento descobriu que 80% dos convertidos continuavam sendo membros das mesmas igrejas onde tiveram se convertido. Porém, isso não significa que os outros 20% tivessem se desviado, porque muitos se mudaram para missões independentes ou novas denominações.

CONCLUSÃO

Franklin Ferreira nos diz que “precisamos orar por avivamento. A situação do nosso país impõe-nos essa exigência. A Sagrada Escritura é categórica: precisamos clamar ao Senhor, precisamos ouvir Deus dirigir-nos a nós, como ele mesmo disse a Salomão: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e buscar a minha presença, e se desviar dos seus maus caminhos, então ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr 7.14).

A resposta para a solução no nosso país, e porque não dizer, de nós mesmos, está em Deus. Está em nós nos colocarmos diante dele com rogos, jejum e arrependimento dos nossos pecados aí então o Senhor virá e irar sarar a nossa terra.

A resposta está em Deus, mas será que a igreja quer a Sua resposta?

Pense nisso!

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domingo, 12 de junho de 2016

10 homens com quem uma mulher cristã não deve casar-se

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Por J. Lee Grady


Minha esposa e eu criamos quatro filhas – sem espingardas em casa! – e três delas já se casaram. Nós amamos nossos genros, e é óbvio que Deus escolheu a dedo cada um deles para combinar com os temperamentos e personalidades das nossas filhas.

Eu sempre achei que Deus gosta de agir como “casamenteiro”. Se Ele pôde fazer isso por minhas filhas, Ele pode fazer por você.

Hoje, eu conheço muitas amigas solteiras que gostariam bastante de encontrar o cara certo. Algumas me dizem que as opções são escassas em suas igrejas, então, estão se aventurado no mundo dos encontros online. Outras desistem em desespero, imaginando se ainda resta algum cristão decente por aí. Elas começam a questionar se deveriam baixar seus padrões para encontrar um par.

Meu conselho permanece: não se conforme com menos que o melhor de Deus. Muitas cristãs têm terminado com um Ismael porque a impaciência as empurrou para um casamento infeliz. Por favor, aceite meu conselho paternal: você está muito melhor solteira do que com o cara errado!

Falando de “caras errados”, aqui estão os 10 tipos principais de homens que você deveria evitar ao procurar por um marido:

1. O incrédulo. Por favor, escreva 2 Coríntios 6.14 em um post-it e cole-o em seu computador do trabalho. O texto diz: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?”.. Essa não é uma regra religiosa antiquada. É a Palavra de Deus para você hoje.

Não permita que o charme, o visual ou sucesso financeiro de um homem (ou a disposição dele de ir à igreja com você) te leve a comprometer o que você sabe que é certo. “Namoro missionário” nunca é uma estratégia sábia. Se o rapaz não é um cristão regenerado, risque-o da sua lista. Ele não é o certo para você. Ainda estou para encontrar uma mulher cristã que não se arrependeu de casar-se com um incrédulo.

2. O mentiroso. Se você descobrir que o homem com quem você namora tem mentido sobre o passado, ou que está sempre cobrindo seus rastros para esconder segredos de você, fuja para a saída mais próxima. Casamento deve ser construído sobre um fundamento de confiança. Se ele não pode ser confiável, termine agora antes que ele te engane com uma decepção ainda maior.

3. O playboy. Eu queria poder dizer que se você encontra um cara legal na igreja, pode assumir que ele vive em pureza sexual. Mas esse não é o caso hoje. Tenho ouvido histórias tenebrosas sobre solteiros que servem na equipe de música no domingo, mas agem como Casanovas durante a semana. Se você se casa com alguém que estava dormindo por aí antes do seu casamento, pode ter certeza de que ele estará dormindo por aí depois do casamento.

4. O caloteiro. Há muitos cristãos firmes que experimentaram o fracasso conjugal anos atrás. Desde o divórcio, eles vêm experimentando a restauração do Espírito Santo e, agora, desejam casar-se novamente. Segundos casamentos podem ser muitos felizes. Mas se você descobre que o homem com quem namora não tem cuidado de seus filhos de um casamento anterior, uma falha falta foi exposta. Qualquer homem que não pague por seus erros do passado ou sustente filhos de um casamento anterior não tratará você com responsabilidade.

5. O viciado. Homens de igreja que têm vícios com álcool ou drogas aprendem a esconder seus problemas – mas você não quer esperar até sua lua-de-mel para descobrir que ele é um bebum. Nunca se case com um homem que se recusa a pedir ajuda por seu vício. Insista que ele consiga ajuda profissional e afaste-se. E não entre em um relacionamento codependente em que ele afirma que precisa de você para ficar sóbrio. Você não pode consertá-lo.

6. O vagal. Eu tenho uma amiga que percebeu depois de casar-se com o namorado que ele não tinha planos de arrumar um emprego fixo. Ele tinha elaborado uma ótima estratégia: ele ficaria em casa o dia todo e jogaria videogame, enquanto sua esposa trabalhadora labutava e pagava todas as contas. O apóstolo Paulo disse aos tessalonicenses: “Se alguém não quiser trabalhar, não coma também.” (2 Ts 3.10) A mesma regra aplica-se aqui: se um homem não quer trabalhar, não merece casar com você.

7. O narcisista. Eu sinceramente espero que você encontre um rapaz que é bonito. Mas, seja cuidadosa: se seu namorado gasta seis horas por dia na academia e regularmente posta fotos de seus bíceps no Facebook, você tem um problema. Não se apaixone por um cara egocêntrico.  Ele pode ser bonito, mas um homem que está apaixonado pela aparência e por suas próprias necessidades jamais conseguirá te amar sacrificialmente, como Cristo ama a igreja (Ef 5.25). O homem que está sempre se olhando no espelho nunca perceberá você.

8. O abusador. Homens com tendências abusivas não conseguem controlar sua raiva quando a situação esquenta. Se o rapaz que você namora tem a tendência de perder as estribeiras, seja com você ou com outros, não fique tentada a racionalizar seu comportamento. Ele tem um problema e, se você se casar com ela, terá de navegar por esse campo minado todos os dias evitando desencadear outra explosão.  Homens irritados machucam mulheres – verbal e, às vezes, fisicamente. Procure um homem que seja gentil.

9. O crianção. Pode chamar-me de antiquado, mas eu suspeito de alguém de 35 anos que vive com seus pais. Se sua mãe ainda está fazendo a comida, a limpeza e passando as roupas dele, pode ter certeza de que ele está parado no tempo. Você está pedindo pro problemas se acha que pode ser esposa de um cara que não cresceu. Recue e, como amiga, encoraje-o a encontrar um mentor que possa ajudá-lo a amadurecer.

10. O controlador. Alguns cristãos pensam que casamento se trata de superioridade masculina. Eles podem citar a Escritura e soar super-espirituais, mas, por trás da fachada de autoridade há profunda insegurança e orgulho que pode transformar-se em abuso espiritual. Primeira Pedro 3.7 manda que os maridos tratem suas esposas como semelhantes. Se o homem com quem você namora te rebaixa, faz comentários degradantes sobre mulheres ou parece esmagar seus dons espirituais, recue agora. O poder lhe subiu à cabeça. Mulheres que casam controladores religiosos frequentemente terminam em um pesadelo de depressão.

Se você é uma mulher de Deus, não venda sua primogenitura espiritual casando-se com um rapaz que não merece você. A melhor decisão que você pode tomar na vida é esperar por um homem que se entregou a Jesus.

Deixe o seu comentário no O Agreste Presbiteriano.

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Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org | Original aqui.
Fonte:Bereianos

8 mulheres com quem um homem cristão não deve casar-se

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Por J. Lee Grady


Na última semana em minha coluna, 10 homens cristãos com quem as mulheres nunca deveriam casar-se se tornou viral. Mais de 1,2 milhão de pessoas compartilharam esta mensagem até agora — mais provavelmente porque tantos homens e mulheres solteiras estão seriamente pedindo diretrizes para encontrar um companheiro compatível.

Em resposta eu recebi inúmeras solicitações para compartilhar diretrizes para homens que estão procurando por esposas. Desde que estou orientando vários homens jovens agora mesmo e tenho visto alguns deles se casarem com sucesso durante os últimos anos, não foi difícil esboçar essa lista. Estas são as mulheres que eu digo aos meus filhos espirituais para evitarem:

1. A descrente. Na última coluna da semana, eu lembrei as mulheres que a Bíblia é absolutamente clara neste ponto: cristãos não deveriam casar com descrentes. 2 Co 6.14 diz: “Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas?” Afora a sua decisão de seguir a Cristo, o casamento é a mais importante decisão que você fará. Você precisa de uma esposa que ame Jesus mais do que ela ame você. Coloque a maturidade espiritual no topo de sua lista de qualidades que você quer em uma esposa.

2. A garota material. Um dos meus jovens amigos ficou noivo de uma garota de uma família rica. Ele economizou dinheiro por meses para comprar um anel, mas quando ele propôs ela disse para ele que ele precisava voltar na joalheria para comprar um diamante maior. Ela incitou seu noivo para se endividar com um anel que servissem às suas expectativas. Ela queria um Tiffany’s lifestyle em seu orçamento da Wal-Mart. Eu adverti meu amigo de que ela estava em sérios apuros. A menos que você queira viver endividado pelo resto da sua vida, não se case com uma garota que tem os sinais do dólar em seus olhos e oito cartões de crédito em sua bolsa da Gucci.

3. A diva. Alguns garotos gostam de impressionar e fingir que são superiores às mulheres. As divas são a versão feminina deste pesadelo. Elas acham que o mundo gira em torno delas, e elas não pensam duas vezes sobre magoar alguém. Suas palavras são ásperas e seu estalar de dedos demandam que são imoderadas. Algumas dessas mulheres poderiam terminar nas posições de liderança na igreja, mas não ser enganadas por sua conversa super espiritual. Líderes reais são humildes. Se vocês não veem humildade cristã nas mulheres que vocês estão namorando, caiam fora delas e continue procurando.

4. A Dalila. Lembra de Sansão? Ele foi ungido por Deus com força super humana, mas ele perdeu seu poder quando uma mulher sedutora descobriu seu segredo e deu ao seu homem o mais famoso corte de cabelo do mundo. Assim como Dalila, uma mulher que não tem submetido sua sexualidade a Deus cegará você com seus charmes, quebrantará seu coração e “cortará” a sua unção. Se a mulher “cristã” que você conheceu na igreja se veste de forma provocante, se diverte com outros garotos, posta comentários sexualmente inapropriados nofacebook ou conta para você que ela se sente bem com sexo antes do casamento, saia desse relacionamento antes que ela arme uma cilada para você.

5. A mulher contenciosa. Um jovem me contou recentemente que ele namorou uma garota que tinha sérios ressentimentos em seu coração por causa das dores passadas. “Antes eu proporia, eu contei para minha noiva que ela tinha que tratar isso”, ele explicou. “Teria sido o fim, mas houve um poderoso avanço e agora estamos noivos”. Este garoto percebeu que a amargura não resolvida pode arruinar o casamento. Provérbios 21.9 diz: “Melhor é morar num canto do eirado, do que com a mulher rixosa numa casa ampla.” Se a mulher como quem você está namorando está fervilhando com raiva e falta de perdão, sua vida juntos será arruinada com discussão, portas batendo e drama sem fim. Insista que ela obtenha oração e aconselhamento.

6. A controladora. O casamento é uma parceria, e a única forma dele funcionar é ambos marido e mulher praticarem submissão mútua de acordo com Efésios 5.21. Assim como alguns rapazes pensam que eles podem conduzir um casamento como uma ditadura, algumas mulheres tentam manipular as decisões para escapar deles. Por isso o aconselhamento pré-nupcial é tão importante! Você não quer esperar até que você tenha sido casado por duas semanas para descobrir que sua esposa não confia em você e querer exercer autoridade. 

7. A garota da mamãe. É normal para uma nova esposa chamar a sua mãe regularmente para aconselhamento e apoio. Não é normal para ela conversar com sua mãe cinco vezes por dia sobre todo detalhe do seu casamento, incluindo sua vida sexual. Isto é estranho. No entanto eu tenho aconselhado rapazes cujas esposas deixaram suas mães (ou pais) o total controle de seus casamentos. Gênesis 2.24 diz que o homem deve deixar seus pais e se unir a sua esposa. Se sua namorada não cortou o cordão umbilical, tenha cuidado.

8. A viciada. Muitas pessoas na igreja hoje não têm sido discipuladas corretamente. Muitas ainda lutam com vários tipos de vícios - álcool, drogas ilegais, medicamentos de prescrição ou pornografia - ou porque nós não confrontamos esses pecados no púlpito ou não oferecemos apoio compassivo suficiente para combatê-los. Jesus pode libertar completamente uma pessoa desses hábitos, mas você não pode querer esperar até que você esteja casado para descobrir que sua esposa não está sóbria. Você ainda pode ser chamado para se casar, mas não é sábio amarrar o nó até que sua namorada encare seus problemas de frente. 

A melhor regra a seguir na escolha de uma esposa está em provérbios 31.30: “Enganosa é a graça, e vã é a formosura; mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.” Veja além das qualidades exteriores que o mundo diz serem importantes, e olhe o coração.

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Tradução: Francisco Alison Silva Aquino | Original aqui.
Divulgação: Bereianos

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